New Order faz show de redenção no Brasil 28 anos depois, e Gui Boratto foi abre alas

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New Order faz show de redenção no Brasil 28 anos depois, e Gui Boratto foi abre alas

Este retorno do New Order ao Brasil veio em boa hora, e também graças aos irmãos argentinos que tiveram o show, as duas boas propostas para os shows caíram na mesa dos ingleses que vieram com a maior disposição para os shows e isso se viu no palco do Espaço das Américas em São Paulo, com ingressos esgotados (inclusive nos cambistas, mesmo acontecido com os suecos do A-Ha), semanas antes, para tristeza de uns e ostentação de outros.

Quem foi o convidado de honra para abrir o show foi o paulistano Gui Boratto, que tem no New Order influência confessa nas suas origens musicais.

Stephen Morris do New Order

Stephen Morris do New Order

Gui Boratto fez o esquenta perfeito com uma live act baseada no seu álbum “Best Of” (lançado pelo novíssimo selo Austro, de música eletrônica da Som Livre, braço fonográfico da TV Globo.

Leia mais: http://www.djsound.com.br/novo-selo-austro-music-dedicado-a-musica-eletronica-com-som-livre/).

Não faltaram no tracklist músicas como “Azzurra”, “Take My Breath Away” (onde Boratto parece encarnar o próprio New Order nos primeiros anos pós-Joy Division), “Striker”, e fez muitos desavisados e fãs incondicionais erguerem as mãos e rebolarem com o hit “Beautiful Life”.

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O show veio calcado no, inconsistente, último álbum “Music Complete” (lançado por aqui pela bem aventurada gravadora paulista Voice Music), no exterior o New Order fechou contrato com a Mute Records (lar de Depeche Mode, Erasure, Fortran 5, Luke Slater, Plastikman (aka Richie Hawtin), saindo de uma relação de anos com a gravadora Warner.

Quando o New Order subiu ao palco foi àquela retrospectiva extensa de hits oitentistas, muitos berros e gritos (por vezes enfadonhos e surtivos!), respondendo ao P.A. com resolução e grave poderoso.

E dá-lhe suprassumo com “Round And Round”, “Perfect Kiss”, “Cerimony”, “Tru Faith”, “Thieves Like Us”, “Bizarre Love Triangle”, o ponto negativo foi a versão de “Blue Monday” que numa versão atual perdeu o “punch” que tinha e tornou-se um amanteigado sem categoria nem digno de FM.

Bernard Sumner do New Order

Bernard Sumner do New Order

O mesmo das novas músicas de “Music Complete”, que não convencem e são digamos esquecíveis dentro do glamoroso trabalho construído pelo New Order.

O tracklist foi praticamente o mesmo que vimos em cima do palco do festival Sonar de Barcelona em junho, nem os europeus engolem a atual fase do New Order.

No entanto é bom afirmar que o New Order funciona e bem ao vivo, cumpre o seu papel a risca e o público responde.

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by Gonçalo Vinha e Tatiane Suura

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