Gareth Emery entrevista: uma boa melodia pode mudar o mundo

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Gareth Emery entrevista: uma boa melodia pode mudar o mundo

 

Os triunfos de Gareth Emery em 2015 e o princípio de que está no coração de tornar 2016 o seu melhor ano.

Apresentando-se na cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos Europeus, sendo anfitrião de um palco do festival australiano Stereosonic e lançando o “Drive: Refueled” álbum de remixes; é difícil imaginar um ano repleto de tais elogios mal pode-se comparar com o que 2016 tem a oferecer.

No entanto, 2016 tem imediatamente ultrapassado o ano anterior por meio do novo álbum “100 Reasons to Live”, lançado pela gravadora Armada Music, de Armin Van Buuren.

Seguindo álbuns de estúdio anteriores “Northern Lights” e “Drive”, o britânico pioneiro da música eletrônica (que agora reside em Los Angeles), Gareth Emery, mais uma vez oferece um trabalho digno de comemoração.

Cheio de canções em que as letras têm um significado “100 Reasons To Live”, é um esforço que destaca nomes bem conhecidos de muitos gêneros diferentes entre os menos conhecidos, porém não menos talentosos artistas.

Os fãs já tiveram um gostinho do álbum com os sucessos nas rádios norte-americanas “Hands”, com Alastor feat. London Thor e “Until We Meet Again”, com Ben Gold.

A partir de “We Were Young” com os recentes vencedores da “X Factor USA” Alex e Sierra, “Make It Happen” de Lawson e “Save Me” com o rosto familiar Christina Novelli (“Concrete Angel”) para o single de cortar o coração “Reckless”, o duo acústico Wayward Daughter, “100 Reasons To Live” baseia-se na dinâmica gerada pelo próprio Emery ao longo dos anos.

Acrescente a isso a ascensão meteórica do programa de rádio de EDM da marca “Electric For Life”, presente em todo o mundo a dominação de Gareth e sua maestria nas formas mais eficazes para cativar sua audiência global, não há como negar que o artista está realmente mudando a percepção da música.

Conversamos com Gareth Emery poucos dias depois do lançamento do álbum.

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Gareth Emery

Teve algum DJ ou produtor em particular que influenciou você em sua carreira, tanto profissionalmente quanto musicalmente?

Musicalmente a primeira pessoa que eu realmente ouvi foi Robert Miles!

Essa foi provavelmente a razão para e começar a produzir Dance Music.

Ao longo da minha carreira eu trabalhei ao lado de algumas pessoas incríveis, todos eles me influenciaram de alguma forma! Armin (van Buuren), Lange, e Craig Connelly em particular.

Quais são suas influências enquanto produz música?

Em um todo, honestamente, atualmente quando eu estou no estúdio eu tendo a focar naquilo que eu quero fazer mais do que ser influenciado pelos outros.

As vezes ouvir muito o trabalho de outra pessoa pode acabar fazendo você menos produtivo e original!

Eu toco muito piano, particularmente clássico e blues!

Como foi produzir com o nome de GTR? E existe algum plano para retornar como GTR?

Eu amei isso!

Aquelas foram minhas primeiras tracks, meus primeiros sucessos… humm, talvez seja hora de trazer GTR de volta!

O que mais lhe influenciou em “100 Reasons to Live”?

Querendo ser feliz, aproveitar a minha vida, criar algo bonito.

Soa brega, mas foi realmente um momento muito inspirador para mim, tanto no trabalho e na minha vida pessoal.

Minha filha nasceu no ano passado e isso tem sido realmente uma mudança de vida, a minha perspectiva sobre tudo é diferente agora, em uma boa maneira!

Teve algum produtor ou música em especial que influenciou você enquanto produzia esse album?

Na verdade não! Eu olhei para mim mesmo e apenas fiz o que queria!

Crédito para os maravilhosos colaboradores e vocalistas, eles realmente me deram muita inspiração.

Muitos fãs brasileiros estão dizendo que “100 Reasons to Live” é sua volta a suas origens baseada na música trance.

Você sente isso da mesma maneira? O que você mudou na sua música nos últimos anos até agora?

Muitas pessoas tem dito isso e eu estou aceitando isso como um elogio!

Eu não vejo isso como uma volta a nenhum lugar, e sim mais como um próximo passo na minha evolução musical!

A trajetória de ninguém nunca vai ser a mesma e ao passar dos anos eu tenho experimentado muito.

Eu amo todos os diferentes tipos de música e nunca me senti preso a nenhum gênero!

Este é pessoalmente meu álbum favorito dentre os meus, mas é claro meu objetivo é melhorar próxima vez!

Como é produzir novamente com Christina Novelli outra música melódica?

Foi fantástico!

Eu adoro trabalhar com Christina, ela é uma amiga e colaboradora maravilhosa!

Isso foi o verdadeiro dar seguimento para “Concrete Angel” e tem sido maravilhoso como as pessoas já estão reagindo a isso!

Você disse em uma entrevista que você foi em um período da sua vida infeliz por razões bobas e que agora você se recuperou disso tudo e produziu esse álbum.

Christina Novelli

Christina Novelli

Quanto desse passado obscuro tem influenciado você nas ultimas produções e como isso mudou suas novas produções neste album?

Provavelmente muito!

Quanto mais velho fico mais eu percebo que aqueles pensamentos que você tem em sua mente tendem a refletir na sua realidade!

Agora eu realmente tento muito ser uma pessoa positiva e sempre grata.

“CVNT5” foi uma resposta dos produtores de Trance aos DJs de EDM ou seria apenas uma crítica a qualquer DJ que tocam músicas de produtores fantasmas? A crítica se aplicaria aos produtores musicais também? Ou tudo isso é sobre a qualidade das músicas que as pessoas estão vendendo?

Em um todo honestamente, nós só queriamos nos divertir!

Eu não quero ver isso como uma crítica a nenhum grupo em particular, muita da inspiração veio de nós mesmos, Ash (Ashley Wallbridge) e eu, nós estamos também rindo de alguma coisas que nós tenhamos feito.

CVNT5 com Khaled

CVNT5 com Khaled

O que você acha da cena EDM?

No final isso somente significa “Eletronic Dance Music”.

Isso tem sido representado por muitas coisas negativas, especialmente como é mostrada pela imprensa.

Isto é o que é, eu acredito.

Quem é seu produtor favorito hoje em dia?

Eu amo os caras do GarudaChristina Novelli, Ashley Wallbridge, Luke Bond mas também ouço várias outras coisas.

Eu adoro William Black e Arman Cekin, por exemplo.

Qual sua melhor produção em toda sua carreira?

Haha! Pergunta dificil!

Eu não tenho certeza se sou a melhor pessoa para responder…

Eu posso escolher três.

Mistral, por ter me lançado na carreira.

Concrete Angel, por ter sido meu maior single.

Sansa, porque eu escrevi para minha filha.

Que tipo de música você gosta de ouvir no seu dia a dia quando não está trabalhando?

Eu ouço muita música clássica e também música Chillout.

Chillout, ambiente

Chillout, ambiente

Sirius Chill nos EUA é uma ótima estação de rádio.

Qual sua música favorita?

Ludovico EinaudiLe Onde, esta música tocou no meu casamento.

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Link official Facebook: https://www.facebook.com/garethemery

Confira a paródia de “CVNT5”

Novo single “Lost”

“Reckless”

“Save Me”

by Mariela Gregori

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